23/11/2009 Nestlé faz proposta de compra da fábrica da Parmalat à Justiça
A Laep Investments, em comunicado à CVM - Comissão de Valores Mobiliários - informou que a Nestlé Brasil apresentou nesta quarta-feira (18/11) ao juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações de São Paulo proposta condicional para aquisição da unidade produtiva isolada de Carazinho, no Estado do Rio Grande do Sul, pelo valor de R$ 101,87 milhões.
A Laep já tinha informado ao mercado, em julho, que a Nestlé estava interessada em adquirir a fábrica da Parmalat, que terá 24 horas para analisar os detalhes da proposta. O pagamento será realizado com compensação de créditos de contrato de arrendamento e transferência de fundos.
"Caso seja concretizado o negócio, do valor total, além das antecipações feitas pelo arrendamento, será feito encontro de contas de dívidas operacionais com a adquirente e abatidos valores acordados com os debenturistas para liberação de hipoteca, restando um saldo a receber de aproximadamente R$ 15 milhões", explica a Laep, no documento
Parmalat arrenda fábrica para Nestlé em Carazinho, RS
A Laep Investments, controladora da Parmalat, anunciou ao mercado que passou a vigorar nesta quinta-feira (16/07) o contrato de arrendamento por 35 anos de sua unidade de Carazinho, RS, para a Nestlé.
O acordo faz parte do processo para fortalecimento do capital da empresa, racionalização logística e contenção de custos da companhia, que se encontra em recuperação judicial.
Ministério da Agricultura libera venda de leite da Parmalat
O leite longa vida processado pela Parmalat em Carazinho, no Rio Grande do Sul, já pode ser vendido.
A autorização do Ministério da Agricultura saiu no sábado, dia 3, após a análise de nova coleta do produto feita no laboratório da Univates, em Lajeado (RS), que indicou acidez normal do produto.
O laudo anterior, divulgado na sexta-feira, dia 2, havia indicado nível de ácido láctico abaixo do estabelecido no regulamento técnico de identidade e qualidade do leite do governo federal. A interdição da saída de produto foi determinada na quinta-feira, dia 1º.
Os testes também descartaram adulteração do produto, como adição de soda cáustica, água oxigenada, soro ou água. O presidente do conselho de administração da Parmalat, Marcus Elias, disse que a empresa havia comprado leite da Casmil e Coopervale, usinas mineiras onde foram descobertas irregularidades, mas como o controle de qualidade da indústria detectou que o produto não se adequava ao padrão de qualidade exigido dos fornecedores, o leite foi dispensado, e novas ofertas das cooperativas, recusadas.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, afirmou que a fiscalização rigorosa será mantida nas próximas semanas, com auditoria da produção industrial e menos fiscais fixos nas usinas. Conforme Kroetz, o projeto da nova inspeção está em andamento em Minas Gerais, mas não revelou outros Estados que já tenham implantado o novo modelo de inspeção.
– Trabalhar de forma preventiva antes do produto ser distribuído torna o consumo bem mais seguro – disse.
Na próxima quarta-feira, dia 7, devem começar a sair os primeiros resultados da coleta das 24 marcas de leite vendidas nos supermercados gaúchos, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No mesmo dia, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, deve participar de audiência pública no Senado sobre as fraudes em Minas Gerais.
Parmalat divulga nota à imprensa
Em nota de esclarecimento divulgada à imprensa nesse sábado, dia 3, a Parmalat informou que concorda com a iniciativa adotada pelo Ministério da Agricultura, de analisar os produtos suspeitos de contaminação.
Segundo o comunicado, a empresa “entende que estas inspeções serão estendidas a todos os fabricantes de leite e derivados, para absoluta segurança e tranqüilidade dos consumidores”.
Fonte: Revista Globo Rural
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