14/4/2009
Investir na técnica do creep feeding vale a pena

Foi o que comprovou Rogério Marchiori Coan, diretor-técnico da Coan Consultoria, de Jaboticabal, SP, ao destrinchar os números da Fazenda Tujuri, localizada em Caarapó, 50 km ao sul de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Há pouco mais de um ano com a técnica - aquela onde só o bezerro tem acesso a uma suplementação alimentar -, a propriedade contabilizou ganho de R$ 20,00 por bezerro desmamado, em comparação com o que conseguia antes dela.

O resultado expressa o ganho de quilos de carne obtidos com a técnica: 258 kg de média para os bezerros machos e 232 kg para as fêmeas, respectivamente 38 kg e 52 kg acima dos máximos obtidos pela fazenda sem o recurso ao creep feeding.
Além disso, um dos proprietários da fazenda, Aldeir Bellodi, o "Deizinho", destaca que o mais importante do processo foi a melhor condição corporal apresentada pelas fêmeas, poupadas do desgaste da amamentação, interrompido pela técnica a partir do segundo mês de vida dos bezerros. Essa melhor condição corporal já estaria apresentando impacto positivo na taxa de prenhez da fazenda - que já é alta, de 91% -, que encerrou a estação de monta em janeiro e que finalizaria o toque das vacas no início de março.

Outra vantagem é que os 400 animais desmamados com a técnica na safra 2007-2008 deverão chegar ao próximo mês de maio pesando 17@ aos 21 meses de idade. Para chegar a essa precocidade, além do creep feeding é feita uma suplementação após a desmama com sal protéico-energético, que começa a ser administrada na seca e segue pelas águas até o abate, na seca seguinte. "Sem a suplementação, só conseguiríamos abater os animais em outubro", afirma Deizinho. Em 2008, o grupo abateu 1.200 cabeças, 80% machos, terminados na faixa de 26 a 28 meses de idade e peso de 17@. Média que o produtor espera reduzir em pelo menos dois meses, brevemente.


Fonte: Portal DBO

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